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21 de set. de 2017

Brasil que o Povo Quer “mostra que PT evoluiu”, avalia Lula

Paulo Pinto/Agência PT
“Fazer um chamamento à sociedade para que ela diga o Brasil que ela quer é a primeira demonstração de que o PT evoluiu e a esquerda evoluiu para compreender que o país não é nosso. Nós que somos do país”. A afirmação foi feita pelo ex-presidente Luiz InácioLula da Silva, nesta quinta-feira (21), durante o lançamento da plataforma Brasil que o Povo Quer.
O evento de lançamento oficial da plataforma foi realizado nesta manhã com um debate sobre Fome e Miséria no Brasil. Também participaram do ato a presidenta do PT Gleisi Hoffmann(PT-PR), a ex-ministra Tereza Campello e o presidente da Fundação Perseu Abramo,Marcio Pochmann, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT-SP), o vereador Eduardo Suplicy (PT-SP), a deputada Benedita da Silva, o deputado Carlos Zarttini (PT-SP) os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Humberto Costa (PT-PE), além de representantes de movimentos sociais.
A presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou em coletiva para a imprensa que “essa consulta que nós vamos fazer através da plataforma, de um programa para o Brasil, não visa apenas 2018, não é só um programa de governo, mas é a construção de um projeto para o Brasil, uma visão de futuro para o Brasil, e vai nos dar também ideias em 2018”.
Lula ainda defendeu que “quem tem que sair com um programa não somos nós, uma pequena parte que acha que é vanguarda, mas abrir as portas para que a sociedade possa dizer que Brasil ela deseja, o que é prioritário. Para que a gente possa dizer em alto e bom som o que estamos fazendo o que o povo brasileiro deseja fazer”.
“Essa nova metodologia do PT fazer programa de governo desafiando a sociedade a participar, acho que é uma inovação extraordinária. Acho que vamos colher muita coisa boa. Não vamos ter medo do que o povo vai falar”, acrescentou o ex-presidente.
Márcio Pochmann apresentou a plataforma, que faz parte de um projeto mais amplo, incluindo também debates presenciais transmitidos ao vivo com lideranças políticas e especialistas, além de um relatório final que será entregue ao Diretório Nacional do PT.
“Esse é um projeto para escutar a maior riqueza desse país, que é a diversidade. Diversidade de gênero, diversidade de religiões, diversidade de cultura, diversidades regionais”, afirmou Pochmann destacando o papel da plataforma para “viabilizar a participação popular”.
“Dentro do espirito de escutar essas diversidades desse país, que está em uma das piores recessões que já viveu, temos condições de construir uma nova proposta. Abrindo o partindo para a sociedade, porque assim entendemos que temos condições de sair das condições dramáticas nas quais nos encontramos, explicou Pochmann.

A presidenta do PT, Gleisi Hoffmann demonstrou ao vivo como se utiliza a plataforma, na qual é possível fazer contribuições sobre o tema em debate e avaliar as contribuições alheias com os termos “concordo”, “discordo” ou pular.
A ex-ministra Tereza Campello apresentou o Mapa da Fome da ONU, destacando que o país saiu deste mapa com os governos de Lula e Dilma Rousseff e agora retorna com o golpista Michel Temer. “Conseguimos em 11 anos reduzir em 82% a população que passava fome”, destacou ela.
Campello ainda explicou como o conjunto de políticas dos governos petistas contribuiu para as transformações do país. “Muita gente acha que foi só o Bolsa Família, mas não foi só isso. Porque conseguimos fazer isso? Primero, colocamos a questão da fome como prioridade”.
“Como diz o Lula, colocamos o pobre no orçamento. Alertamos para questão da fome, criamos o ministério com fome no nome, era o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Construímos um conjunto de políticas que valorizou o trabalhador: valorização do salário mínimo, merenda escolar, bolsa família, fortalecimento da produção de alimentos”, explicou a ex-ministra.
Ela também destacou que o governo Temer tem tanto descaso com a população mais carente que até retirou “fome” do Ministério. “Se fosse só isso: aumento do desemprego, acabou programa de cisternas, um conjunto de ações que coloca o Brasil com ameaça de voltar ao mapa da fome”.
“Tem que discutir desigualdade. Estão tentando desqualificar o que fizemos dizendo que nosso governo não diminuiu desigualdade. Desigualdade é falta de acesso a água, falta de acesso a saneamento. Geladeira não é só consumo, é segurança alimentar”.
A presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Marianna Dias, afirmou que “esse é um canal de diálogo com o povo. Esse é nosso diferencial, de ouvir o que o povo precisa para a gente seguir”.
“Estou muito incomodada com esse pessoal que fala que o Brasil não dá certo. Nós precisamos dizer para a população que vivemos em um país que deu certo, um país que pensa no povo. Essa iniciativa é importante para que a gente ouça o que o povo quer, mas principalmente para que a gente faça o povo refletir que é possível viver em um país que dá certo”.
Suplicy no lançamento da plataforma Brasil que O Povo Quer
O vereador Eduardo Suplicy relembrou que “todos os candidatos a presidente em 2014, até Aécio, disseram que iam continuar e até aumentar o Bolsa Família. Até nosso candidato a vice-presidente dizia abraçar essa causa e agora está retrocedendo. O Banco Mundial, o Ipea, todos enaltecem o Bolsa Família e pessoas de todo o mundo vem ao Brasil estudar e aplicar programas semelhantes em seus países”.
Benedita da Silva destacou que a fome já foi erradicada no país e agora pode retornar. “Lembro quando visitamos o Betinho e ele falou que quem tem fome tem pressa. Falo com emoção porque, talvez muitos não saibam o que é fome, mas ela não deixa você pensar, ela faz com que você se submeta, que perca a esperança. A fome tira seus sonhos, por menor que eles sejam. Quando lula se comprometeu a combater a fome, sabia que se ele não fizesse mais nada, e ele fez muito mais, nós já estaríamos contemplados como negros, pobres”.
Da Redação da Agência PT de Notícias

9 de mar. de 2017

Em SP, Dia da Mulher é marcado por luta em defesa dos direitos

No Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta quarta-feira, dia 8 de março, milhares de mulheres se reuniram na Praça da Sé, em São Paulo, para lutar por mais direitos e menos retrocessos do governo machista e misógino de Michel Temer.
Organizado pela Frente Brasil Popular e Marcha Mundial das Mulheres, o ato é uma reposta das mulheres ao desmonte da Previdência, contra a violência sexista, pela legalização do aborto e, claro, pelo Fora Temer!
“As mudanças que estão acontecendo no Brasil afetam as mulheres de uma forma muito dura. A reforma da Previdência, por exemplo, tira os direitos das mulheres de uma maneira muito explícita, já que que elas terão que aumentar em 10 anos o seu tempo de trabalho e de contribuição para poderem se aposentar. Além disso, elas desempenham uma dupla jornada, então essa é uma decisão muito injusta que empurra as mulheres para a pobreza e marginalidade”, afirma Sara de Roure, militante da Marcha Mundial de Mulheres.
Senhoras, jovens, crianças e até mesmo bebês formavam um bloco colorido e combativo com batuques, bandeiras, faixas e camisetas, com o principal grito de guerra “Aposentadoria Fica, Temer sai. Nenhum Direito a Menos”.
A estudante Julia Perico ressalta que o ato busca dar voz às mulheres e luta por mais igualdade de direitos. “A principal luta é por respeito e por uma sociedade em que nós, mulheres, possamos tomar as nossas principais decisões, como a legalização do aborto. As mulheres têm que seguir unidas e estamos aqui hoje para lutarmos juntas”, diz.
Durante a concentração no centro da capital paulista, as mulheres formaram um jogral e, juntas, diziam “Este golpe é racista e patriarcal, semeou ódio contra as mulheres, a população negra e os mais pobres e quer exterminar as organizações de movimentos populares e sociais”.

Para Marli Santos, aposentada por invalidez e cadeirante, as lutas são ainda maiores. “Fora Temer e não a reforma da Previdência, porque do jeito que o governo está propondo a gente vai morrer e não vamos nos aposentar”.
Marli também complementa que o ato também é “pelas mulheres que apanham todos os dias e não tem condições de falar. Olhem para essas mulheres, principalmente as com deficiência. Se uma mulher, na maioria das vezes, não tem como correr dessas situações, imagina uma com deficiência”, explica.
No final da tarde, o grande grupo de mulheres seguiu em marcha pelo centro da cidade e juntou-se a outro grupo de mulheres que vinham do Masp. Juntas, marcharam até a Praça do Patriarca.
Em frente a Prefeitura de São Paulo, as mulheres também mandaram o seu recado ao prefeito Dória. “Dória pode esperar, a sua hora vai chegar”.
Vale destacar que o 8 de março é o início de uma longa jornada de lutas, que continua com a greve da educação a partir do dia 15 de março e com todas as agendas de luta marcadas pela Frente Brasil Popular.
Confira a lista completa de mobilizações em nossa agenda.
Da Redação da Agência PT de Notícias